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Eu não consigo controlar. Não é algo que se controle, mas eu confesso que não me esforço nem um pouco para tentar te esquecer. Eu gosto de te amar. Gosto de pensar em você, de esperar a sua mensagem no celular... Eu acho que amo você. E achei que dessa vez seria diferente. Que dessa vez o meu amor seria retribuído, que eu finalmente tinha encontrado alguém para amar e respeitar. Achei que nos seus lindos olhos e nas bochechas ruborizadas encontraria o amor recíproco. Mas só encontrei o amor. Não a paixão, o amor. Esse que dói e não se sente, esse contentamento descontente e essa dor que desatina sem doer. Mas não. Não foi dessa vez, como não foi em tantas outras. Eu nunca me senti tão perto de alcançar o amor. Nunca o senti tão próximo, como se ele estivesse aqui e de repente, não mais que de depente, do riso fez-se o pranto e a lágrima manchou o papel. De repente, não mais que de repente, parte da esperança se quebra e se resigna. Parte da perseverança se esvai e me abandona. Parte da emoção tão confiante se questiona e reflete.De repente, não mais que de repente, te amo mais do que nunca.[puramente ficcional]
Prenda-me a respiração
E não a solta novamente.
Joga-me na cara.
Tudo.
Purifica-me.
Sempre.
Sufoca-me em súplicas,
Afoga-me em desespero.
Mata-me de vontade.
Mata-me de arrependimento.
Afoga-me.
Afoga-me de amor
Afoga-me de perdão.
Afoga-me implorando-me...
Faz-me sentir amado...
Era noite e seus passos eram solitários. A rua não fazia barulho. O silêncio ecoava infinitamente. A neblina caía densa sobre seus ombros razoavelmente agasalhados. Era noite e não era nada demais. A lua pousada no céu; as estrelas alinhadas ao nada; a escuridão sentia o frio. E só. Era noite e seus passos continuavam solitários. E seus olhos encaravam a rua pelas lentes translúcidas. E sua boca tremia charmosamente. As casas estavam apagadas. Os postes, porém, acesos. Era noite e a pouca iluminada rua, levava seu transeunte a lugar algum, mas a algum lugar.Era noite e seus passos agora eram trêmulos. E mais nada havia a ser dito. E seu punho cerrado estalava. E seus olhos fixavam-se no nada. Era noite e árvores pressentiam em sua sabedoria que algo estava errado ou fora do comum. Que algo aconteceria - e pela noite, não haveria de ser algo bom.Era noite e seus passos cessaram. E assim continuaram até que noite ainda fosse.
É um mistura de emoções.Um amálgama.Acho que nunca, na minha vida inteira senti tanta emoção junta. E o mais estranho é que, ao mesmo tempo em que sentia todas essas fortíssimas emoções, parecia estar inerte, fora de mim, longe do meu próprio corpo. Ao menos, naquele momento eu gostaria de estar dessa maneira, só não foi tão possível - a projeção astral só funciona no Charmed.Primeiro, eu me senti um imbecil. Um grande imbecil. Elementarmente imbecil. Depois veio a raica. De mim, do meu redor, do mundo, do asfalto, de tudo o que via pela frente. Queria quebrar o maior número de coisas possível... Espatifar aquela vidraça do Banco do Brasil - segundo uns, crime federal - com a minha garrafinha cheia de mate quente... Eu queria... Sei lá, voltar ou acelerar o tempo, qualquer coisa que me fizesse negar o presente (aquele presente, agora, passado).E aí, desabei. Foi fácil. Apenas isso. Nem melhor ou pior, fácil. Depois dormi. E me recompus.Demorou um pouco, ok, mas recompus. E percebi que era só isso. Só isso..
Pela primeira vez em tempos, eu aceito o que estou sentindo. Eu reconheço e aceito toda essa paixão que ainda não se pode chamar de amor. Demorou bastante; vários momentos preciosos foram perdidos, mas agora eu aceito. E é até gostoso me sentir assim... Pelo menos, eu nunca fico sem pensar em nada. Quando estou sozinho com os meus pensamentos, ela vem me fazer companhia. Mas deixou de ser gostoso, quer dizer, ainda é, mas não plenamente. Esses momentos gostosos são alternados. Às vezes – e isso é meio freqüente – me bate uma dorzinha... Uma dor que sentimos quando queremos alguma coisa (ou pessoa) e não a conseguimos.
É natural. Principalmente quando se trata de sentimentos.
Então, eu só queria dizer que eu aceito o que eu to sentindo, e até gosto. Assim como gosto de você, gosto desse sentimento que faz a lapiseira deslizar por esse papel, revelando em palavras uma antiga confissão. Confissão muda, calada, silenciosamente entendida ao luar, à música e ao vento frio. E além de aceitar, eu respeito.
Respeito a sua escolha, o seu medo, o seu tempo e o seu coração. Sempre respeitarei e desejarei o melhor para você – por favor, acredite nisso... E mais importante: estarei sempre aqui, se você precisar.
Como amigo e como você quiser.Matheus Marques
Busco-te enquanto tento me salvar. Nos meus pensamentos, sentimentos e outros ‘entos’. Te encontro, mas desencanto. Quebro-me. Vejo-te com ele e me sinto entristecer. Hoje, já menos que ontem... Foi difícil... Me controlar pra não falar com você. Mas preciso me acostumar ao fato de você ter uma escolha e obedecer-lhe.
Instantaneamente, é quase uma vertigem...
A sensação vem tão intensa que você não sabe o que fazer. Pensa em virar o rosto e engolir a dor. Assim. Rápido e indolor. E ao mesmo tempo, quer olhar, admirar, sonhar um pouco...
Nada parece fazer sentido...! Nem você mesmo, nem o mundo, nem a noite ao luar e a música ao vento frio. Acho que pra você não foi nada demais, mas pra mim foi, além de tudo, uma confissão. Muda. Calada. Silenciosamente entendida. Um gesto fala o que mil palavras tentam e não conseguem expressar.
Calado estou e calado ficarei. Assim tentarei, é claro. Se hoje foi prova, o resto dos dias será tortura, mas lutarei, prometo. Aliás, por que sofrer gritando se podemos o fazer calado? Sem expor a nossa dor, escondendo o pranto atrás do sorriso sofrido? Não quero causar pena, sabe, apenas...
Alegria! Assim começo este último parágrafo. Com a alegria do teu sorriso, a luz do teu cabelo, e a alegria também do meu ser. Desse meu ser estranho e amante e sofredor e boêmio, inspirado pelo amor que tu me causas. Devo dizer que o amor, além de muito inspirador - este é o segundo texto que produzo por tua causa - me alegra. E se o amor normal já me coloca o sorriso nos lábios e as palavras no papel, o - oficiosamente - platônico também e mais ainda! Sabe, eu não quero sofrer por amor; apenas viver (sem pleonasmos).Matheus Marques
Acho que tudo terminou como devia terminar; como havia começado. O Pedro me perdoou. Eu surtei naquele dia, eu não sei o que aconteceu... Ao mesmo tempo em que me sentia atraída pela Laura, o Pedro mexia muito comigo... Não só sexualmente, era inexplicável.A gente se separou, agora. Há pouco mais de um mês, eu acho. Não era mais pra acontecer, a nossa história de amor acabou, sabe? Não tem mais por que continuarmos juntos... Não temos que forçar, sabe? Não temos o que forçar! Já não há mais amor. Não esse amor. Houve desejo, até paixão, mas amor, não. Acho que o amor que sinto, agora, por ele, é mais fraternal... Eu não sei, são os tipos de amor, sabe? Eu não quero passar a minha vida com ele, mas sei que haverá momentos em que precisarei dele! Sabe? Pra conversar, tomar um café, falar besteira até de madrugada... É um amor diferente.Quanto a Laura, eu me sinto um pouco culpada... Não que eu pudesse controlar, ou suprimir o que eu sentia pelo Pedro. Eu acredito que o homem é impetuoso, e tem que ser assim, sabe, pra ser sincero consigo mesmo, entende?! Não se trata de descontrole, mas de atender desejos do seu próprio corpo, do seu próprio eu. A pessoa que suprime os seus desejos não é ela mesma. E essa não sou eu. O que eu senti pelo Pedro, quando eu estava com a Laura, foi o mesmo que eu senti pela Laura, quando estava com o Pedro, alguns anos atrás! Impulsos. Ímpetos. Hoje eu vejo dessa forma. Eu sinto falta dela. Da Laura. Parece clichê, mas realmente só valorizamos aquilo que temos, que sentimos, ou que temos alguém sentindo por nós, quando o perdemos. Acho que foi uma troca. Ela virou a minha vida de ponta cabeça - mas de um jeito bom. E eu virei a dela também - de um jeito melhor ainda... Foi uma troca que me fez refletir e, com certeza, crescer bastante. É a universalidade, sabe? O amor a paixão o desejo... É só a universalidade...Matheus Marques