sábado, 6 de novembro de 2010

Chorindo

I wish I was the last thing on your mind, before you went to sleep...

É tarde. E eu rolo na cama, em vão. Meus pensamentos não se calam, meu peito não silencia. Meus olhos não param de se revirar e de tentar finalmente descansar. O sonho pra mim tem um gosto especial: é a mais fiel chance de eu me encontrar com você.

Paro, olhando para o teto. Sei o que sinto, mas não o que quero sentir. Em meio a essa confusão de quereres, minhas lágrimas não se contêm e, rindo, choro. De ridículo, de pena, de graça.

E amar nunca foi tão pesaroso e engraçado.

Baú de Amor

Essa coisa de gostar é tão... Chata. É repentina, arrebatadora e sempre, incerta. E não sabemos com clareza o que sentimos, e nos perdemos dentro das nossas próprias dúvidas. Mais e mais. Conforma as pessoas vêm surgindo, tudo só se potencializa... São tantas opções!

O meu amor não pode ser universal? E o meu carinho? Será que eu não posso gostar de mais de uma pessoa ao mesmo tempo, ainda que de maneiras e com objetivos diferentes?!

Por favor... Eu não estou falando de sacanagem, ou de aproveitamento, ou diversão. Eu to falando, no mínimo, de carinho. Senão de mais... De ligação, de elo, de sentimento incerto, mas sincero, de querer estar junto e de tudo isso ao mesmo tempo numa grande confusão. Vê? Não é tão simples quanto a diversão que chega, vem e vai embora. É algo que fica... Permanece em mim, mora comigo e eu, sinceramente, não quero deixar ir.

Pois se as pessoas podem ser um grande baú de rancor, ou de orgulho, por que não posso eu ser um de amor? Ou de carinho mesmo? Se as pessoas podem odiar mais de uma por anos e anos e carregar todo aquele sentimento ruim por toda a sua vida, arrastando-o para tudo quanto é lado, por que não posso eu fazer o mesmo, só que com amor? E, quem sabe, com mais de uma pessoa? Porque não escolhemos. Simplesmente acontece, nos sentimos assim.

Eu quero distribuir o meu amor. A quem me interessar. A quem eu sentir precisar.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Despertar

Começou de um jeito... Doce e feliz. Não que tenha deixado de ser doce, ainda é. Mas... Feliz? Não tenho tanta certeza. A gente insiste no sonho...! A gente não aprende, não se deixa aprender com os antigos erros e volta a cometê-los. Coração dispara, sem compreender, mas o que podemos fazer a respeito? Se o coração não se entende com a mente, então está tudo... Tudo... Certo. Infelizmente, a gente é feito de sonho, e esse conflito vai sempre existir... Não passou, não sumiu; o desejo ainda está aqui. Modificado? Transferido?

Tão leve contra o vento...! Vai, vem, fica e vai de novo... A vida é feita só de luz, assim como nossos sentimentos e emoções. Ora mais fortes, ora mais fracos... Sopram sem pedir perdão. Brincam conosco, às vezes da pior maneira. Ou talvez, o pior seja continuarmos com o sorriso no rosto, e seguirmos...

Como um barco, sem rumo e sem farol. Sem saber aonde iremos, onde chegaremos e, sobretudo, se chegaremos. E outra vez, nos debruçamos nessa... Nessa paixão, digamos. E caímos fundo, de cabeça bem no meio da amplitude dos nossos desejos. Caímos sem medo de nos machucar, enquanto isso é possível... Gritamos: "Lá vou eu!" e pulamos. Sem medo. Como um barco que já sabe o seu farol, mas o pior é que não sabemos...

Parece um sonho, eu sei. E bem gostaria que o fosse. Seria tão mais fácil, o final feliz garantido... Você aqui nos braços meus, e eu cantando aos seus ouvidos... É só ouvir.

Enfim, apesar de não ser um sonho, eu acredito. Acredito na possibilidade, na esperança e, sobretudo, no destino. Não é pecado, sabe? Querer algo a ponto de acreditar - ou procurar acreditar - na sua concretização... Eu acredito.

Agora, quando começou? Tanto tempo faz? Não... Foi recente. O sol brilhou, eu te vi, algumas vezes. E não quis mais deixar de vê-la. Quis passar e passar e visitar e rever. Mesmo sem precisar. Entre as nuvens gordas no céu, via seu rosto, sabe? É, eu sei. É meio ridículo, mas estava ali. Era você no meu pensamento. A todo instante, misturando-se à paisagem e tomando sempre uma nova forma entre as minhas lembranças.

O que eu quero de você? Um afago, talvez. Um carinho, aham. Um beijo, certamente. Só agora que você notou e parou pra ver. Como a sombra que sumiu, tentei manter-me quieto. Resignado ao meu pobre e não-correspondido sentimento. Mas não consegui. As frases sem falar comprimiam-me o peito de tal forma... Já não há mais planos pra seguir. Já passou? Não. E, sinceramente, não sei se passará...

Murmurar, é o que me resta. Antes de dormir, deitado, enquanto olho para o teto. Escutar o seu cantar nas minhas memórias, enquanto visualizo seu rosto. Lua cheia sobre meus sonhos e pensamentos... Vem ouvir. Meu coração está batendo. Há vida aqui, sabe?


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Fuga...!

Ah!!
Que delícia isso aqui!
Que sufoco essa falta de tempoq ue não me permite, não me deixa, me aprisiona e me impede DISSO!
DE FAZER ISSO!
De escrever, de postar, de me comunicar, me fazer ouvir, me sentir falar, me sentir, apenas!

Ah...
Posso continuar meu dia agora.
Muito obrigado, ó página em branco.
Muito obrigado!

sábado, 18 de setembro de 2010

Buscar soluções munido de um imenso e desmedido amor.

BUSCAR - Que eu não tenha medo de procurar. Por favor, que eu seja livre, desimpedido e, acima de tudo, corajoso, para buscar sempre em todos os lugares, sobretudo nos corações alheios. SOLUÇÕES - Quais? Qual é o problema? Ou quais são... Eu nem mesmo sei. Mas eles existem... Por mais que eu não saiba, sinto-os aqui, a me questionar sempre. MUNIDO - Arme-se, filho. Você precisa de um arsenal. Tá difícil... IMENSO - Como a imensidão do universo, do mar. Essa imensidão que eu sei que você possui dentro de você. Essa imensidão que resume a sua pessoa, que o define como é, como não sabe ser e como no fundo, é. DESMEDIDO - Bonito, não? Arrebatador, avassalador, tudo o que mais quero no momento. Que falte medida, que não se meça, que esbanje, que acabe. Que recompense toda a falta... AMOR - Que enfim, venha.

Intensas Asas

As pessoas vêm surgindo de uma forma que me assusta... De repente, elas estão ali. Sejam segundos, minutos, horas, dias... Elas estão ali e eu também. A falar, perguntar, me envolver de uma forma surreal! Eu juro que não entendo... Sei lá, é uma coisa tão rápida, mas que fica, sabe?

Vai ver, é por isso que dizem que sou intenso. Sei lá... Eu até gosto de ser assim, mas gostaria mais se as pessoas também o fossem.

Acho que preciso me adequar ao mundo e prender um pouco minhas asas.

Não sei

É, eu não sei. Eu simplesmente não sei, ta bom? Já cansei de me fazer promessas - ou a esse meu interlocutor inexistente - de que faria isso ou aquilo, ou que agiria assim ou daquela forma, mas eu repito: não sei.
Não sei mesmo o que fazer. Não sei mesmo o que quero, não sei nem se quero descobrir. Mentira, eu quero descobrir, fato que eu quero, mas quem disse que é fácil? São tantas as possibilidades que eu mesmo crio, que me perco entre elas e fico ali, navegando sem ideia de onde parar. Seria bom parar, sabe? Muito bom mesmo.

Pena que não seja o caso.