terça-feira, 6 de novembro de 2012

Eletricidade

Só pode ser essa a explicação... Deve haver alguma coisa que foge do meu corpo em direção ao seu. Um fogo, uma química, uma energia... Eu diria, simplesmente, eletricidade. Algo que pulsa em mim, em direção a você, e que de você, parte para mim.

Quem sabe, um feixe de luz incolor e invisível. Após atravessar o meu corpo, eriçando cada fio de cabelo, desprende-se desse meu enorme sentimento, em direção a você. Sem saber, o mesmo processo ocorre identicamente em você, emitindo essa espécie de rajada luminosa em direção a mim.

O encontro é eletrizante. Sem conseguir alcançar seus trocados destinos, essas energias encontram-se no meio do caminho, flutuantes no ar. É impressão minha ou estariam dançando? Enquanto reconhecem a presença uma da outro, dançam no ar, imitando formas, renovando elétrons, criando novas cores e espaços.  

Enquanto ali estão, parece que o tempo parou. Não sentem os minutos a passar. Até que, regidos por sua própria velocidade, os feixes de luz, num milésimo de segundo, sentem-se estáticos. Parecem conseguir enxergar um ao outro, sentir um ao outro, como se fundissem suas energias e, num micro instante, fossem apenas um. E como fogos de artifícios, no segundo seguinte, difundem-se, explodem, espalham-se por todo o espaço, tornando essa eletricidade vinda de mim, ou de você, parte do que está entre nós.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A pedido

A pedido, resolvi voltar. Talvez seja hora realmente de, mais uma vez, por palavras no papel. Eu não lembro se ainda sei como se faz, mas não deve ser tão difícil, quer dizer... Eu só descambava a escrever, meio sem entender, sem saber bem o que dizia. Às vezes, nunca soube. Mas isso me ajudava a descobrir.

Bem, então comecemos analisando esse pedido. Aliás, qual pedido? Quem pediu o que? Não sei ao certo. A cabeça anda pedindo demais, ao que parece. Mas o coração também tem desatado a pedir. E eu gosto dos seus pedidos... São pedidos doces, bacanas, realmente legais de se atender! E tem aquele pedido que... Que vem do fundo! Nem sei bem de onde... Só sei que vem. E me chega por todos os sentidos, é impressionante. Eu o sinto, o aspiro, o escuto nos meus fones, o percebo no meu perfume. Eu sei que ele está ali.

E é esse pedido que eu quero atender. Com esse pedido, eu levo o meu dia, eu danço a minha dança, eu canto a minha música. Com esse pedido, meu sorriso se torna mais leve.

A esse pedido, essa pequena confissão.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Tempo de Voltar

De repente chega. Ou melhor, chegamos. Chegamos a um momento, um ponto, que, por alguma razão, sentimos vontade de voltar... Mas e aí, voltar para onde? Ou de onde? Sei lá... Voltar pro que queremos ser. A gente vai. Começa a andar, a caminhar, a correr um pouquinho, e quando notamos, estamos tão acelerados, a ponto de ver tudo sem ver nada. Tudo passa tão rapidamente! Não acontece, voa! Mas voa pra longe.


Eu já sinto esse tempo de voltar. Essa vontade de voltar. De encontrar tudo aquilo que desejei, ou ainda desejo, e de percorrer esse caminho tão belo que espero me aguardar. Esses caminhos bonitos e, digamos, certos, parecem meio chatos de se percorrer, mas sei: é lá. Simplesmente, é pra lá. É pra lá que o tempo não volta, mas conduz, requer e espera a nossa volta.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Páish

Seria a infinita paz que O Teatro Mágico diz na música? Bem, é teatro. Ou é de teatro, ou foi no teatro. E, certamente, é mágico, ou foi mágico, ou é mágica - não magia, essa é outra coisa, tão boa quanto. Não sei, só sei que estou assim. Assim com esse sorriso bobo que me serve de prognóstico, de sinal que algo está acontecendo ou está para acontecer.

E aí recomeço... Recomeço a escrever, a devanear, a tirar os pés do chão. Como adoro essas viagens por todos esses âmbitos do querer, do sonhar...! É claro que se muito metafísico, perde a graça... O interessante é justamente a dimensão real do sonho, pois pra que sonhar se não almejamos, em alguma instância, a realização? "Somos feitos da mesma matéria dos nossos sonhos, basta acordar-se para dentro...".

Assim, continuo. Irei firme, prometo, nessa dupla ação idealizadora/realista, procurando acordar-me e reciclar-me para dentro. Relendo, revisando, revivendo cada frase proferida, escrita, pensada, sentida. Nesta dupla missão, senão como duplo, eu dublo uma voz que me antecede. Uma voz como um personagem - que sei que sou - todo voz, mas todo voz passiva e voz ativa; todo voz proferida e voz escutada; todo (semi)agente e (im)paciente.

Ponta-cabeçamente e semi-conscientemente, e todo neologisticamente, encerro. Encerro apenas o texto. Além dessas poucas palavras nada muda. Por entre seus espaços, por entre o teclado e a conjuração, por entre o toque e o aparecer, tudo se esvai ou tudo se cria, e se cria tanto até transbordar. Transborda de sonho, de luz, de amor - de um amor digno de ser sentido. Mas sabe... Pode deixar transbordar. Transbordar é bom, quando de cima para baixo - e não de baixo pra cima, como nesse texto..

domingo, 3 de julho de 2011

Tempo de... Sei lá!

Talvez seja hora de sei lá. De parar um pouco. De dar um pause nesse turbilhão de coisas que me transpassam a cabeça sempre e sempre e sempre. Eu sei os meus problemas, eu os conheço e convivo com eles diariamente. Então pra que gastar mais tempo buscando uma solução? Quando houver solução, eu vou descobrir. Quando houver salvação, eu vou me jogar. Enquanto houver esperança, eu vou continuar. Quando houver mudança, eu mudo junto, não tem problema.

É uma questão de parar. Parar de procurar, parar de procurar entender. Momento de apenas sentir, apenas viver, apenas levar. É uma questão de duas questões: sinceridade e espontaneidade. Sendo sincero, você está sendo você mesmo. E se tal pessoa não gostar, o problema é dela. E ser espontâneo... Bem... Qual a graça de hesitar? De se arrepender? Não nessa vida, cara.

É tempo de, perdoe-me Domingos Oliveira, por dar uma modificadinha na sua frase, não buscar, mas viver (não soluções, mas segundos) munido de um imenso e desmedido amor (não estreito, mas abrangente).

E, sobretudo, é tempo de alegria. Alegria em paz.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Desejo

Às vezes, eu simplesmente quero.
Às vezes, eu só preciso mesmo.
Não de muito, sabe?
De um abraço, de uma música. Daquela música que fará algumas lágrimas rolarem dos meus olhos.

Algumas vezes, eu sonho.
Algumas apenas? Até parece...
Eu sempre sonho, mas meio que não sei mais o que sonhar.

E, às vezes, eu desejo.
Eu desejo com tanta vontade! Desejo com a minha alma, com a minha força, com a minha essência...! E esse desejo atinge... O que mesmo?

Pois é, eu não sei.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O que eu quero de você

Pra começar, a sua atenção. À partir daí, pode deixar comigo. Eu quero o seu abraço, o seu cheiro, o seu toque. As suas palavras bonitas. Eu quero o seu sorriso refletido nos seus olhos, refletidos nos meus olhos, realçados pelo meu sorriso. Eu quero te puxar pelo braço pra pista de dança e não conseguir escutar qualquer coisa que você queria me falar. E, na tentativa de vencer a música ensurdecedora, quando você aproximar a sua boca do meu ouvido, eu vou me arrepiar todo com o seu hálito quente. Eu quero, então, virar meu rosto para o seu, bem devagar, e encarar seus olhos não mais trêmulos, escondendo-se na timidez do seu sorriso. A partir daí, o que eu quero é a síntese de tudo o que está nas entrelinhas desse texto: o seu beijo.