quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Tempestuosamente

É tempo de tempestade.
Tempestuosamente, criar.

Re-criar, comigo, um céu de outrora. Brilhante, poético
Cristalino e sensível - irreproduzível.

Voar alto

Talvez seja apenas uma questão de coragem. Algo tipo crescer em nossos próprios pés, e sentirmo-nos novos, renovados e aptos. Às vezes, trata-se do momento próprio a questionamentos, ou então, uma vontade de aprimorar-se, maior que a compreensão que temos sobre esta mesma vontade.

Seja por que for, é. É e existe. Como um lugar a ser encontrado, usando ou não certa estrada de tijolos amarelos. Usando ou não aquele boné de asas do super Mário, em que pulamos uma, duas, e na terceira vez, planamos sobre o céu de nossas esperanças, a sorrir sentindo o vento em nosso rosto.

Vontade. Será essa a palavra?
Mas haverá de ser palavra? Haverá de caber em letras? Parece-me como alcançar o sol, apesar de nunca tê-lo alcançado; ou então, desejar alcançar o sol, para contemplá-lo em suas diferentes tempestades, explosões e erupções; no fundo, é entrar em erupção, talvez. Tempestuar nossas próprias ideias, e nos jogarmos no covil dos leões.

Tempestuar nossas próprias ideias e nos jogarmos no covil dos leões, definitivamente. 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Em meu lugar

Acho que o meu lugar é aqui mesmo. É uma alegria tão grande perceber que nem o tempo, nem essa tal rotina que vive a me esmagar, nem os contratempos, ou desestímulos conseguiram sufocar as letras que escorrem dos meus dedos. Sim, eu paro... Paro de uma forma tão abrupta, ou covarde, ou irresponsável, mas paro! Paro e abandono esse fundo branco tão bondoso a minha alma, sorridente com o feliz reencontro. Não era pra eu dizer, mas ela ta meio emocionada, a minha alma. Ligeiramente tímida, essa coisa 'será que eu sei?', 'ainda é a mesma coisa?', 'não vai ser esquisito...?'. E, aos poucos, vamos pressionando uma tecla aqui, outra ali, juntando uma e outra letra, então palavras, quiçá pensamentos...!, mas estamos até indo bem...

A minha alma finge não ter sentido falta de você, mas se eu mesmo não acredito nela, não imagino que você acredito, blog. Ainda assim, é bom estar de volta. É bom encontrar alguns pedaços do meu coração deixados por essas páginas para encontrar o meu próprio caminho de volta. E melhor ainda é achar esse caminho de volta.

Vejo: por essas páginas, meu coração já se explodiu, foi recosturado, foi lançado a esmo, foi intencionalmente partido em pedacinhos. De coração renovado, estou pronto para deixar uma nova trilha, sendo este o primeiro pedaço. Que o caminho de volta futuro, me leve a um lugar onde nunca estive, e que o caminho de ida presente, seja de fato, um presente.

Uma nova trilha, cujo início é agora.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Quando o coração começa a bater.

O que faz o seu coração bater?

Já parou para pensar nisso? Eu acho que nunca havia me levantado essa questão... Talvez um amor maior e mais necessário do que aquilo que conhecemos. Talvez um amor in natura dentro de nós, que veio de fábrica e colocarmos de forma abrupta nesse mundo sem amor e sem merecer amor onde vivemos.

A questão é: ele bate. Às vezes, mais fortes, ora mais fracos. Ele modula ao passo da surpresa, pois isso, sem dúvida, o faz bater, esmurrar, espancar nossas paredes internas, a ponto de movê-las a lugares nunca antes vistos e sentidos. A surpresa nos arranca o ar, levando nossos pulmões a sorvê-lo, puro, a nossa volta, e qualquer coisa de pueril transpassa nossas entranhas, nos fazendo sentir estranhamente vivos.

Em outras vezes, o medo dá o compasso. O coração acelera, a garganta fica em nó; as palavras, ora tão habilmente posicionadas, nos abandonam, e nos sentimos inseguros, novos, quem sabe até pequenos. O medo nos traz a consciência frágil do ser, concentrada em nossos corações a disparar.

E o amor? Como fica em meio à surpresa e ao medo? O meu se encolhe. Ora, se expande, se encolhe novamente, para, então, expandir. Ele reage, apesar de reações não serem o meu forte. O coração sempre reage, é impulso, energia viva.

Então, deixe-o agir e reagir. Às vezes, é o que de mais sincero virá de você mesmo.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Eletricidade

Só pode ser essa a explicação... Deve haver alguma coisa que foge do meu corpo em direção ao seu. Um fogo, uma química, uma energia... Eu diria, simplesmente, eletricidade. Algo que pulsa em mim, em direção a você, e que de você, parte para mim.

Quem sabe, um feixe de luz incolor e invisível. Após atravessar o meu corpo, eriçando cada fio de cabelo, desprende-se desse meu enorme sentimento, em direção a você. Sem saber, o mesmo processo ocorre identicamente em você, emitindo essa espécie de rajada luminosa em direção a mim.

O encontro é eletrizante. Sem conseguir alcançar seus trocados destinos, essas energias encontram-se no meio do caminho, flutuantes no ar. É impressão minha ou estariam dançando? Enquanto reconhecem a presença uma da outro, dançam no ar, imitando formas, renovando elétrons, criando novas cores e espaços.  

Enquanto ali estão, parece que o tempo parou. Não sentem os minutos a passar. Até que, regidos por sua própria velocidade, os feixes de luz, num milésimo de segundo, sentem-se estáticos. Parecem conseguir enxergar um ao outro, sentir um ao outro, como se fundissem suas energias e, num micro instante, fossem apenas um. E como fogos de artifícios, no segundo seguinte, difundem-se, explodem, espalham-se por todo o espaço, tornando essa eletricidade vinda de mim, ou de você, parte do que está entre nós.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A pedido

A pedido, resolvi voltar. Talvez seja hora realmente de, mais uma vez, por palavras no papel. Eu não lembro se ainda sei como se faz, mas não deve ser tão difícil, quer dizer... Eu só descambava a escrever, meio sem entender, sem saber bem o que dizia. Às vezes, nunca soube. Mas isso me ajudava a descobrir.

Bem, então comecemos analisando esse pedido. Aliás, qual pedido? Quem pediu o que? Não sei ao certo. A cabeça anda pedindo demais, ao que parece. Mas o coração também tem desatado a pedir. E eu gosto dos seus pedidos... São pedidos doces, bacanas, realmente legais de se atender! E tem aquele pedido que... Que vem do fundo! Nem sei bem de onde... Só sei que vem. E me chega por todos os sentidos, é impressionante. Eu o sinto, o aspiro, o escuto nos meus fones, o percebo no meu perfume. Eu sei que ele está ali.

E é esse pedido que eu quero atender. Com esse pedido, eu levo o meu dia, eu danço a minha dança, eu canto a minha música. Com esse pedido, meu sorriso se torna mais leve.

A esse pedido, essa pequena confissão.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Tempo de Voltar

De repente chega. Ou melhor, chegamos. Chegamos a um momento, um ponto, que, por alguma razão, sentimos vontade de voltar... Mas e aí, voltar para onde? Ou de onde? Sei lá... Voltar pro que queremos ser. A gente vai. Começa a andar, a caminhar, a correr um pouquinho, e quando notamos, estamos tão acelerados, a ponto de ver tudo sem ver nada. Tudo passa tão rapidamente! Não acontece, voa! Mas voa pra longe.


Eu já sinto esse tempo de voltar. Essa vontade de voltar. De encontrar tudo aquilo que desejei, ou ainda desejo, e de percorrer esse caminho tão belo que espero me aguardar. Esses caminhos bonitos e, digamos, certos, parecem meio chatos de se percorrer, mas sei: é lá. Simplesmente, é pra lá. É pra lá que o tempo não volta, mas conduz, requer e espera a nossa volta.